De:
Heleno de Paula
Despir
Despor
Desfrutar
Dividir
Discernir
Desamar
Dissabor
Diluir
Desistir
Desabar
Decompor
Deprimir
Debulhar
Definhar
Destoar
Decair
Dissonar
Delinhar
Desvairar
Desiludir
De: Amor
Para: quem há,
no destino,
prosseguir.
De:
Heleno de Paula
Despir
Despor
Desfrutar
Dividir
Discernir
Desamar
Dissabor
Diluir
Desistir
Desabar
Decompor
Deprimir
Debulhar
Definhar
Destoar
Decair
Dissonar
Delinhar
Desvairar
Desiludir
De: Amor
Para: quem há,
no destino,
prosseguir.
Psicopoesia
Heleno de Paula
Presente inanimado
Desenlace umbilical
Intrínseco, ego
Exaustão emocional
Introspecto momento
Reconhecer-se é fundamental
Retrospecto espelhamento
Prisão em espiral
Vaga em vida, vida vaga
Descontruir-se é vital
Corpo sem alma, destituir-se
Alma sem corpo, evoluir-se
Racionalizar, afeto, dores, acolhimento...
Restituir-se no ágape amor, paz divinal.
Se nos faltam palavras
Um silêncio preenche
Se nos falta o toque
Uma dor contundente
O vazio se instaura
A distância se estende
O que não se repara?
O que não compreende?
A natureza nos fala
Água e luz pra semente...
E o que não semeara,
Foi por ser negligente
A incerteza nos cala
Sem amparo, se rende
O que os olhos não veem...
coração se arrepende
Mais um sonho se acaba
Sofremos nitidamente
Mais um samba que nasce
Poesia eloquente
O cigarro se apaga...
Garçom, uma dose, urgente!
Solidão
Heleno de Paula
Fecho os olhos
Regresso ao ventre
Ignoro o entorno
Silêncio perene
Vívido
Engodo
Solitário
Pungente
Desperto
Renasço
Sob a luz
Indulgente
Entre o corpo e a alma
O divino presente
Entre a cruz e a espada
O meu pó indigente
Poesia da relatividade
Heleno de Paula
Não domamos o tempo
Preenchemos espaços
Relativos momentos
Cada qual num compasso
Se tem dor, sofrimento
Tudo em paz, nosso abraço
Ser, viver, sentimento
O estar, lado a lado
O destino a contento
Nos uniu feito laço
O amor advento
Absoluto abstrato
Esse meu pensamento
Fundamentei em teu lastro
Alma, luz, espaço-tempo...
Corpo eternizado.