Solidão
Heleno de Paula
Fecho os olhos
Regresso ao ventre
Ignoro o entorno
Silêncio perene
Vívido
Engodo
Solitário
Pungente
Desperto
Renasço
Sob a luz
Indulgente
Entre o corpo e a alma
O divino presente
Entre a cruz e a espada
O meu pó indigente
Solidão
Heleno de Paula
Fecho os olhos
Regresso ao ventre
Ignoro o entorno
Silêncio perene
Vívido
Engodo
Solitário
Pungente
Desperto
Renasço
Sob a luz
Indulgente
Entre o corpo e a alma
O divino presente
Entre a cruz e a espada
O meu pó indigente
Poesia da relatividade
Heleno de Paula
Não domamos o tempo
Preenchemos espaços
Relativos momentos
Cada qual num compasso
Se tem dor, sofrimento
Tudo em paz, nosso abraço
Ser, viver, sentimento
O estar, lado a lado
O destino a contento
Nos uniu feito laço
O amor advento
Absoluto abstrato
Esse meu pensamento
Fundamentei em teu lastro
Alma, luz, espaço-tempo...
Corpo eternizado.